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Release do Capim Seco
O samba encontra terreiro em Belo Horizonte e nos últimos anos tem revelado novos compositores e músicos da cena mineira. O Grupo Capim Seco surge neste cenário, e com sofisticação e ousadia vai além da estética tradicional do samba.
Com sete anos de existência, o Capim Seco é um importante representante do samba na capital Mineira. Está inserido dentro do calendário dos melhores eventos do estilo em Belo Horizonte, como o Samba Bate Outra vez promovido pela Rádio Inconfidência. E foi, recentemente, motivo de grande polêmica por ser a primeira banda de samba a integrar a grade de atrações do Grito do Rock - BH festival nacional de música independente promovido pelo Circuito Fora do Eixo.
Formado por Michelle Andreazzi (voz), Gabriel Goulart (Violão e voz), Luiz Lobo (Bateria), Vinícius Marques (baixo) e Tiago Barros (saxofone), o Capim Seco possui instrumentação peculiar ao gênero e o aborda através de uma visão amplificada, permitindo e assumindo múltiplos hibridismos.
No trabalho o samba se une ao jazz e a ritmos populares, e a consciência técnica e teórica se une à espontaneidade e espiritualidade do fazer musical. Este enlace concebe uma estética sofisticada, vibrante e inovadora às interpretações do grupo, que absorve parte importante da cena musical contemporânea de Minas Gerais e pretende revelá-la ao mundo.
O quinteto apresenta um instrumental arrojado, arranjos que singularizam cada música executada e a envolvente performance da cantora Michelle Andreazzi. No repertório o destaque são as canções autorais do grupo e de parceiros da música mineira.
Abrindo a roda
No projeto Abriu a Roda, onde o Capim convida sambistas mineiros para exporem suas canções, o grupo estabeleceu parcerias e grandes amizades. A partir destas amizades o grupo adentrou o universo do “samba marginal” de Belo Horizonte, participando de autênticas rodas de samba, em quintais e terreiros, onde sambistas inimagináveis para uma cidade como Belo Horizonte, produzem verdadeiras jóias.
Nestes encontros o Capim foi presenteado com Santos e Luz, samba de Mestre Jonas, Miguel dos Anjos e Mário Ferreira, que canta a inspiração religiosa de um sambista. Na roda com Vitor Santana, o compositor apresentou Chorar e Sambar, “é samba que bate no meu coração”, como diz a música, define bem a relação involuntária do Capim com o samba.
Nestes encontros o Capim foi presenteado com Santos e Luz, samba de Mestre Jonas, Miguel dos Anjos e Mário Ferreira, que canta a inspiração religiosa de um sambista. Na roda com Vitor Santana, o compositor apresentou Chorar e Sambar, “é samba que bate no meu coração”, como diz a música, define bem a relação involuntária do Capim com o samba.
”Casa de nego tem mãe, casa de nego tem pai”. Outra grande parceria surgida no Abriu a Roda, foi com Dé Lucas (Na Cadencia do Samba), nascido e criado no samba, ele traz consigo a visceralidade do samba feito nos morros. Da amizade com Dé Lucas, nasce a espiritual Casa de Nego, música de Gabriel Goulart (Bidu) e Dé Lucas, que extrapola o samba e beira aos pontos de terreiro.
Das parcerias e amizades, não somente no mundo do samba, o Capim Seco fomenta, aliado a canções próprias, a produção de seu primeiro CD.
Integrantes
Gabriel Goulart (Violão 7/ arranjos)
Luiz Lobo (Bateria)
Michelle Andreazzi (Voz / pandeiro)
Tiago Barros (Sax)
Capim Seco